Reconheceu que aquele era o tipo de conversa que os dois costumavam ter: um dizia algo que provocava o outro e isso muitas vezes acabava levando a uma discussão. Ela se deu conta de quanto sentiria falta disso. Não das brigas, mas da confiança implícita que havia nelas e do perdão que inevitavelmente vinha em seguida. Porque, no fim das contas, eles sempre perdoavam um ao outro.
Você é a única coisa que eu tenho e que aparentemente me faz bem. E isso me dá um medo danado, porque olha, de todas as coisas que eu já tive, todas elas, juro, todas, não estão mais comigo. Aí eu fico com medo de perder você. E eu não sei se já te disse isso alguma vez, mas eu não quero perder você.
É uma mistura de “estou querendo desistir” com um “vou tentar mais um pouco”. Um “não vale a pena” com um “encontrei o amor da minha vida”. Um “não te quero mais” cheio de “não me deixe por favor”. Um “eu te amo” lotado de um “não te suporto”. É uma bagunça que faz a gente ser especial ou só mais uma ilusão. Ainda não consegui entender.
Eu tinha aquela crença bonita de que tudo no fim dá certo.
A gente chega numa fase da vida onde o objetivo é ser feliz. Ser feliz, não importa como.
Haverá momentos ao qual você terá que se conformar que de agora em diante, é seguir em frente, ou nada.